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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Já não (...)

Já não há tristeza. Já não há lágrimas que aliviem a dor que o coração sente. Já não há sorriso que engane o sofrimento sentido. Já não há palavras que descrevam a solidão que deixaste. Já não há músicas que me façam pensar em ti, já não há fotografias que demonstrem realmente quem és.Já não sinto o cheiro da tua pele, já não me recordo do que gostas de fazer, de com quem gostas de estar. Já não me lembro das palavras que me dizias, já não sei porque me apaixonei por ti.
Já não tremo quando passas, já não caiu quando não me abraças, já não peço que voltes.
Já não acredito em ti, já não me deixo levar quando me sorries.
Já nem sequer percebo porque és assim, o passado não pode defenir-nos a cem porcento.
Na realidade, eu já não te amo. Só que este já é um processo lento, que tenta retirar do coração todas as memórias, aqueles que não querem desaparecer já.
Mas tem que ser, agora, já. Tu já tiveste a tua oportunidade, e também já a desperdiçaste.
Já está na altura de eu seguir em frente. E tu ficas para trás.

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