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terça-feira, 1 de maio de 2012

O tu sou eu (2)...

Quando tentares fugir àquilo que te deixa infeliz, irás perceber que mesmo sem isso, há algo que te impede de ser feliz e que, por mais que penses, não consegues compreender o que é. Mesmo que te perguntes vezes sem conta o que está a falhar, mesmo que faças listas e listas das mais pequenas coisas que te incomodam, nunca conseguirás perceber aquilo que está a faltar, ou que está a mais.
Podes interrogar-te a cerca de tudo, separar-te de todos os teus bens, dormir ao relento, mudar de casa, rasgar todas as tuas roupas, riscar tudo o que já escreveste, molhar tudo o que secaste, dobrar tudo o que alisaste (...) Tudo será inútil.
Por mais que tentes, por mais que queiras, há coisas, sentimentos, memórias, que nunca, mas mesmo nunca, te darão o braço a torcer: permanecerão nos bons e nos maus momentos, quando são ou não oportunas e nunca, mas nunca, conseguirás eliminá-las de ti.
Sejas tu como és, tenhas ou não mudado, queiras ou não. Há coisas, aliás... Existiram sempre coisas que te irão ver que não tens uma vida perfeita. Coisas pequeninas ou problemas enormes, não sei, mas sei, isso sei eu bem, que existirá sempre algo. E que podes fazer? Que podemos todos nós fazer?
Temos que aceitar aquilo que a vida nos dá, aquilo que à nossa volta temos disponível. É óbvio que temos que lutar, que nunca devemos estar satisfeitos e que devemos ambicionar sempre mais, mas... A vida é isto. É um mar de dúvidas, onde quem não sabe nadar, não se afoga, simplesmente, anda mais à deriva que os outros.
E, tu sabes, que se estiveres a preocupar-te sempre com aquilo que está errado, não terás tempo de aproveitar aquilo que tens de bom e que, quanto mais procurares defeitos, mais encontrarás e isso vai-te deixar triste, por isso... Vive um dia de cada vez.
Sê tu próprio, e não tentes perceber o que está a mais na tua vida ou aquilo que te faz falta, mas como podes ser feliz com o que tens. Com aquilo que está ao teu alcançe.

Promete-me que vais ser feliz. Que vamos ser felizes.

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