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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A prova do meu amor

Quando falo de ti, a quem quer que seja, essa pessoa imagina-te bonito, com um grande sorriso, um corpo invejável, uma personalidade forte e uma segurança incrível. Descrevo-te sendo um verdadeiro sol que ilumina qualquer túnel por onde passa, descrevo-te sendo uma força da Natureza, um milagre que Deus criou para melhorar o Mundo. Falo sobre como consegues meter-me a sorrir, e esqueco-me sempre de referir como me magooas agora. Só falo do passado perfeito e deixo de lado todas as coisas que me destroiem, porque inconscientemente é o que menos interessa.
Depois, conhecem-te. E ficam desiludidas. Porque não és bonito, porque nem sequer pensas no facto de uma camisola verde ficar horrível com umas calças vermelhas. Porque és arrogante, e é raro seres simpático. Porque gozas com os mais pequenos e não mostras uma pinga de respeito por mim. As pessoas perguntam-me como gosto de ti e gozam com o facto de, segundo elas, eu gostar de um sapo e ser uma princesa. E então?
A prova que te amo está aqui: nunca te olhei com os olhos dos outros, mas sim com o meu coração.

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