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sábado, 10 de setembro de 2011

A felicidade não se procura, alcança-se

Tenho saudades de quando tudo era simples. De quando os meus desejos se realizavam, os meus sonhos se concretizavam, os meus medos se afastavam, de quando era eu que mandava naquilo que à minha volta acontecia. Tenho saudades de quando não tinha motivos para chorar e só o fazia quando caia no chão no meio da brincadeira. Tenho saudades de quando dizia a toda gente que a minha vida era perfeita e era mesmo. Tenho saudades dos tempos em que os meus maiores problemas eram uma zanga com uma colega de turma ou falta de uns sapatos para uma festa especial. Nesses tempos, os meus problemas eram tão mínimos que em segundos os resolvia e o mais engraçado é que mesmo sabendo disso, às vezes desesperava! Bem, sempre fui muito exagerada, diga-se de passagem. Nesses tempos, que falo com muita saudade, lembro-me de dizer a meio mundo que era feliz e de ver que havia pessoas que não o eram. Quando via isso ficava muito triste e tentava sempre animar toda gente, porque para mim o mundo era perfeito e toda gente tinha direito e dever de ser muito feliz. Eu queria partilhar a minha felicidade com toda gente! Queria partilha-la sem qualquer problema porque para mim era uma fonte que jamais secaría, porque para mim a minha felicidade era eterna.
Tenho saudades de quando a minha ingenuidade não me deixava ver coisas horríveis deste mundo e ainda mais saudades tenho das alturas em que dizia com toda acertesa que nunca seria infeliz. Mas agora que penso nisto tudo que me faz ter saudades penso como poderei eu já ter sido tão feliz. Questiono-me o que se passou, o que mudou em mim e no que está à minha volta para ter desaparecido aquele mar de rosas onde mergulhar ao acordar e porque veio este fundo cinzento e chuvoso permanecer em mim.
Depois, quando penso nisto, recordo-me de uma frase que sempre vi como uma parvoíce mas que agora faz todo o sentido do mundo: "A felicidade não se procura, alcança-se".

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