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segunda-feira, 6 de maio de 2013

"Fora de nós. Dentro de ti."


É normal que durante a nossa vida hesitemos. Existe uma infinidade de possibilidades e de caminhos que podemos seguir, e, na maioria das vezes, temos que optar sozinhos por qual vamos enfrentar. Às vezes fácil, outras vezes mais dificilmente vamos escolhendo e traçando o nosso destino. Com obstáculos, com enganos e desvios, vamos aos tropeções, quando a sorte não ajuda, e de forma determinada, nos melhores dias... Semanas a correr, meses a rastejar. Por vezes perto, outras vezes sem sequer conseguir avistar. Deixando um rasto de lágrimas ou um eco de gargalhadas... Relembrando cada memória como se fosse a última e pensando em mil e uma coisas para preencher a mente. Às vezes sozinho, outras acompanhado. Com medo. Lábios cerrados, olhos fechados, punhos resguardados. Tudo tão longe, mas ao mesmo tempo imensamente sufocante. Com medo... Com medo de avançar por não conhecer o futuro. Com medo de recuar por ter que reviver o passado. Com medo de ficar por, simplesmente, querer ir embora. Estar num constante dilema, numa constante dúvida. Não ter medo. Narinas abertas, alma vazia, preenchida pelos cheiros que agora contempla. Mãos incessantes na busca da poesia. Todos nós andamos por aí. Por lá e por cá. À procura de tudo e de nada. Para fugir e para enfrentar. Com ou sem medo. Fora de nós. Dentro de ti. Como que uma chama apagada antes de iluminar. Como que um paladar que nunca ninguém irá provar. Presente e, ao mesmo tempo, distante. Caminhando, dias e dias... Inspirando, expirando, navegando por aí... Observando. Tendo vergonha. E, mesmo tendo vergonha, dizendo. Dizendo e dando a nossa opinião. Sendo críticos e, acima de tudo, verdadeiros. É normal que durante a nossa vida hesitemos. Não é?



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