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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

M de aMar

"Bom dia meu amor,
Como passaste o resto da noite? Tive que me ir embora, o sol estava a começar a pôr-se e o barco que me trazia de volta a casa ia partir. Estive muito tempo a olhar para ti, quieta, enquanto te mexia no cabelo. Estava a olhar para ti e a pensar como é possível a tua simples e natural beleza, me preencher tanto o olhar e o coração e, simultaneamente, imaginava como seria acordar-te com um beijo. Depois tive medo da tua reação, estavas a ter um sono tão tranquilo, parecias um bebé... Fui-me embora e deixei no ar um cheiro a paixão inconfundível, que tenho acerteza que se misturou com a tua colónia que tanto me seduz.
Cheguei à dois quartos de hora, a viagem foi calma... Durante o meu regresso tentei imaginar como irias acordar, qual seria o teu sorriso ou simplesmente como irias abrir os olhos. Cada pequeno promenor teu, cada pensamento simples ou complexo que tenhas... Eu queria saber tudo. Queria conhecer-te ao máximo e saber como reagir contigo em todas as situações. Queria mostrar-te das melhores formas o amor que sinto por ti, queria até mostrar-te de uma melhor forma os ciúmes, a saudade. Porque a saudade, até a própria saudade, o ciúme e o amor, até o amor em si, é envegonhado e não sabe o que dizer, como expressar.
Mas amor, queres saber uma coisa? Eu gosto tanto de ti! Gosto de ti, adoro-te mesmo. Posso não te amar, ou até amar-te de uma forma mais diferente que o conceito, mas o amor que sinto, não penses que é menor só porque não é vulgar! É maior, e por ser tão diferente, é especial. E único. Não duvides, nunca!
Porque hoje, quando leres isto, vais-te lembrar do nosso último beijo de ontem e desejar que seja o primeiro desta noite.
A tua Maria,
Que te ama daquela forma que não há forma de explicar."

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