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sábado, 28 de janeiro de 2012

28-01-2012

Tantas vezes me perdi nas palavras e inventei coisas tão bonitas, histórias de amor tão belas, onde tudo acontecia, e onde me conseguia ver em cada letra desenhada, fazendo daquela a minha fantasia.
Lembro-me tão bem de estar a escrever, toda entusuasmada, e de a certo ponto já nem estar a imaginar: era só eu e o papel, um príncipe fantástico e uma história brilhante, que me dava cada vez mais vontade de escrever o resto. E depois a imaginação confundia-se com pequenas realidades, e as coisas pequeninas do dia-a-dia, transformavam-se em grandes momentos de amor, com uma intensidade tão forte que a certo momento já nem me lembrava que aquilo era fantasia.
E depois a saudade misturava-se com a vontade de voltar, e tudo o que existia baralhava-se com aquilo que tanto anseio que venha a existir, e uma bola de neve enorme criava-se como por magia, e descia uma grande encosta para a felicidade, sendo tudo tão rápido e maravilhoso, deixava-me levar e os meus próprios sentimentos... Até eles próprios, se apaixonavam, pelo príncipe que eu tanto escrevia.
E agora, que penso bem, esse príncepe que tantas vezes falei,a não passava de um exagerar daquilo que eu preciso: alguém que me ame, que me dê atenção, carinho, que me mostre o caminho certo para o sítio mais parecido com a minha imaginação...
Porque é aí que quero estar. Criei um mundo à volta de uma princesa e um príncipe, que apesar de não existirem, retratavam uma história tão bonita que acreditei que podíamos ser e tu, que podia ser a nossa história.
E mesmo que a nossa história não seja assim tão fantástica, é a nossa história. E aquilo que nós estamos a construir, sabes, é tão delicado para mim que prometo cuidar de tudo com muito amor. E vou-te mostrar que palavras como a distância, o tempo e a saudade, não passam disso mesmo, palavras de um conto de amor. E por isso, vamos lidar com elas com o desprezo que merecem e juntos, vamos continuar a escrever o nosso romance.



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